Descubra por quais regras você já pode se aposentar — ou quanto falta — e uma estimativa do valor do benefício, segundo as regras da Reforma da Previdência.
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Depois da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019), a aposentadoria deixou de depender apenas do tempo de contribuição e passou a exigir, na maioria dos casos, uma idade mínima. Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019 tem direito às chamadas regras de transição, que suavizam a mudança.
Na prática, existe mais de um caminho para se aposentar — e cada pessoa pode se enquadrar em regras diferentes, com valores diferentes. Por isso, simular é o primeiro passo; o segundo é analisar o CNIS para escolher a regra mais vantajosa.
Aposentadoria por idade: mulher aos 62 anos e homem aos 65, com no mínimo 15 anos de contribuição (20 anos para homens que começaram a contribuir depois da Reforma).
Transição por pontos: soma da idade com o tempo de contribuição. A pontuação sobe 1 ponto por ano até chegar a 100 (mulher) e 105 (homem), sempre respeitando o tempo mínimo de 30 anos (mulher) e 35 anos (homem).
Transição por idade mínima progressiva: tempo mínimo de 30/35 anos + uma idade mínima que aumenta 6 meses a cada ano, até chegar a 62 (mulher) e 65 (homem).
Pedágio de 50%: para quem, em 13/11/2019, estava a até 2 anos de completar o tempo mínimo. Exige cumprir o tempo que faltava mais um pedágio de 50%.
Pedágio de 100%: idade mínima de 57 (mulher) ou 60 anos (homem), pagando o dobro do tempo que faltava em 13/11/2019 — em troca, garante 100% da média salarial.
A base é a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994 (a Reforma acabou com o descarte dos 20% menores). Sobre essa média aplica-se um coeficiente: 60% + 2% para cada ano de contribuição acima de 20 anos (homem) ou 15 anos (mulher).
Exemplo: uma mulher com 30 anos de contribuição recebe 60% + (2% × 15) = 90% da média. O resultado nunca fica abaixo do salário mínimo nem acima do teto do INSS.
Atenção: um erro comum é ter vínculos faltando ou salários registrados a menor no CNIS. Corrigir isso antes de dar entrada no pedido pode aumentar bastante o valor da aposentadoria.
A simulação mostra o caminho, mas só a análise do seu CNIS revela detalhes que mudam o resultado: tempo especial (insalubridade/periculosidade), tempo rural, vínculos não computados e a comparação precisa entre todas as regras.
A Dra. Isabela Botelho atua em Direito Previdenciário em Goiânia e atende online em todo o Brasil. Faça a simulação acima e, se quiser, envie o resultado pelo WhatsApp para uma orientação sobre o seu caso.
A simulação é uma estimativa. Para um cálculo preciso e a melhor estratégia para o seu caso, fale diretamente com a Dra. Isabela Botelho.